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Notícia induzida agenda imprensa, diz especialista

Em palestra na FAC, Vasco Ribeiro aponta para importância das assessorias nas campanhas

Isabelle Marie

 

Seis de cada dez notícias publicadas pela mídia são pautadas pelas assessorias de imprensa. A conta é de Vasco Ribeiro, professor de comunicação da Universidade do Porto (norte de Portugal), autor de tese de doutorado sobre as “notícias induzidas” pelas assessorias de imprensa. “Grande parte do trabalho das assessorias hoje em dia é plantar notícia”, relatou.

Ribeiro esteve na FAC no dia 27 de agosto, a convite da professora Thais de Mendonça Jorge, para falar sobre comunicação política e o trabalho dos assessores. Na palestra, ele chamou atenção para o spin doctoring, técnica de relações públicas que aliam o marketing e a publicidade ao jornalismo para promover mensagens e criar imagens positivas dos clientes, em especial dos políticos, na imprensa.

Citando a corrida presidencial no Brasil, Ribeiro assinalou que o objetivo da técnica é conduzir a agenda midiática, construir uma personalidade política e, claro, ganhar eleições.

De acordo com o professor português, os assessores de políticos brasileiros (assim como acontece nos Estados Unidos) recorrem muito à pessoalização da mensagem para despertar simpatia dos eleitores: “O lado pessoal do político é algo muito mais agradável de divulgar. Falar sobre macroeconomia ou sobre o Bolsa Família é muito complicado”, assinalou.

Vasco Ribeiro também tratou do cotidiano dos assessores de campanha que inclui a elaboração de discursos, fazer gestão de eventuais escândalos, e cuidar do antes e do depois dos debates. Segundo ele, uma parte importante do trabalho é o relacionamento com repórteres e colunistas, e atraí-los pela exclusividade da informação. “O importante não é mais dar a notícia para todos, mas só para um”, recomendou.

Além de ter iniciativa, Ribeiro salientou que os assessores precisam ser discretos, manter proximidade com o político para quem se trabalha e conhecer as redações em profundidade, onde devem gozar de boa reputação. “Eu nunca menti para um jornalista. Se for para mentir, eu prefiro nem atender o telefone”, comentou ao se referir às suas experiências como assessor de imprensa em campanhas políticas para a Câmara Municipal da Cidade do Porto e também na Reitoria da Universidade do Porto.

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